Apelo para que se investigue a tortura do detento Mohamed al-Qahtani em Guantánamo

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Mohamed al-Qahtani está sendo mantido em Guantánamo desde fevereiro de 2002, depois de ter sido preso na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão em dezembro de 2001. Por cerca de seis meses, desde agosto de 2002, ele foi mantido em total isolamento e foi submetido a privação de sono, música em volume demasiadamente alto, luzes brilhantes, encapuzamento, intimidação por cães, permanência em posições estressantes, várias formas de humilhação e sessões de interrogatório por períodos de 20 horas.

No dia 11 de fevereiro de 2008, o Pentágono anunciou que Mohamed al-Qahtani estava sendo acusado de delitos passíveis de pena de morte. Porém, no dia 13 de maio de 2008, Susan Crawford, a autoridade convocadora das comissões militares de Guantánamo, anunciou que as acusações contra ele haviam sido retiradas, explicando, posteriormente, que isso estava sendo feito porque ele havia sido torturado sob custódia.

Nem o reconhecimento de que tenha sido cometida tortura, nem o conteúdo da autorização que constava de um relatório do Comitê de Serviços Armados do Senado dos EUA, divulgado em abril de 2009, foram acompanhados de qualquer anúncio de que haveria uma investigação penal sobre o tratamento desse homem.  Mohamed al-Qahtani permanece detido por tempo indefinido em Guantánamo.